terça-feira, 28 de abril de 2009

"As melhoras"

Vamos pensar nas coisas que podemos fazer com duzentos euros.


Com duzentos euros arranca-se um dente. Com duzentos euros arranca-se um dente e têm-se dores. Com duzentos euros arranca-se um dente, têm-se dores e toma-se antibiótico com o triplo do tamanho do ben-u-ron de 1g. Com duzentos euros arranca-se um dente, têm-se dores, toma-se antibiótico com o triplo do tamanho do ben-u-ron de 1g, deixa-se de comer comida de gente por uma semana(tirando aquela maravilha de double cheese) porque os pontos não podem sofrer qualquer tipo de invasão pela comida(também era só mais uma coisa), passados, exactamente, sete dias desde a extracção do dente acorda-se com uma dor de garganta de engolir saliva e chorar/jurar para nunca mais e vai-se, cheia de febre e quase a cuspir as amigdalas, ao hospital, ganha-se uma pulseira amarelinho canário e fica-se com medo do soro que não se leva
e é-se atentida por um médico que depois de dizer que a paciente tem ali dores(já para não falar da febre que de oito em oito horas aparece) para uma semanita, mais coisa, menos coisa, fica a olhar com cara de pena, do género:"Tens aí muito que sofrer. Ai tens, tens. Bem, antes a ti do que a mim." e estraga-se um fim de semana que tinha tudo para ser bom(tirando o facto do chinese looks II também estar doente) e perde-se a serenata e vai-se para casa para descansar e, passados três dias da primeira visita ao hospital, faz-se outra só porque já se tem saudades ou mesmo porque já nem se consegue engolir. No fim da visita às urgências leva-se uma receita para análises ao sangue para ver se o que se ganhou mesmo com os duzentos euros foi uma mononucleose.


E é isto. Quem me dera escrever "E foi isto". Vá, também ainda não passou uma semana inteira. UMA SEMANA INTEIRA!!!!